
ROSANE KAMINSKI
& ARTUR FREITAS
ARTE, MEMÓRIA E NARRATIVA I
Disciplina Optativa do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná - PPGHIS/UFPR
EMENTA E PROGRAMA
Confira abaixo
EMENTA
Estudos teóricos sobre as articulações entre arte, memória e narrativa.
PROGRAMA
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AGOSTO
25 – Apresentação do programa da disciplina. Aula expositiva: Conceitos de Arte.
SETEMBRO
01 – Aula com Jaume Peris Blanes (Universidade de Valência): A representação da ruptura.
Obs: Primeira aula do Curso de Extensão “Ausência, imagem, narração. Narrativas e estéticas visuais do desaparecimento e da violência do estado”. Essa aula será realizada na sala Valêncio Xavier, Cine Passeio.
08 – Feriado.
15 – Dimensões de análise da imagem.
Texto de referência:
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FREITAS, Artur. História e imagem artística: por uma abordagem tríplice. Revista Estudos Históricos, v. 2, n. 34, 2004, p. 3-21.
Textos de apoio:
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GINZBURG, Carlo. De A. Warburg a E. H. Gombrich: notas sobre um problema de método. In: Mitos, emblemas, sinais. São Paulo: Companhia das Letras, 1989 [1986], pp. 41-93.
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KAMINSKI, Rosane. Reflexão sobre a pesquisa histórica, a ficção e as artes. FREITAS, A.; KAMINSKI, R. (orgs). História e arte: encontros disciplinares. São Paulo: Intermeios, 2013, p. 65-93.
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SELIGMANN-SILVA, Márcio. Ficção e imagem, verdade e história: sobre a poética dos rastros. In: GERALDO, Sheila Cabo (org.). Fronteiras: arte, imagem e história. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2014, p.91-124.
22 – A pesquisa em história e artes – estudos de caso: a) Arte de Guerrilha; b) Poética da Angústia.
Textos de referência:
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FREITAS, Artur. O circuito: Projeto Coca-Cola, de Cildo Meireles. In: FREITAS, Artur. Arte de guerrilha: vanguarda e conceitualismo no Brasil. São Paulo: Edusp, 2013.
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KAMINSKI, Rosane. A poética da angústia no cinema ficcional de Sylvio Back. In: EGG, A.; FREITAS, A.; KAMINSKI, R. Arte e política no Brasil: modernidades. São Paulo: Perspectiva, 2014.
29 – Entre cinema e artes visuais: embates sobre cultura e violência no Brasil (anos 1960-70).
Textos de referência (selecionar um):
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FABRIS, Annateresa. O corpo como território do político. In: JAREMTCHUCK, Dária; RUFINONI, Priscila. Arte e política: situações. São Paulo: Alameda, 2010.
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KAMINSKI, Rosane. Arte e imprensa: cenas da violência no Brasil. In: KAMINSKI, R.; HONESKO, V.; SEREZA, L. (Orgs.). Artes & Violências. São Paulo: Intermeios, 2020.
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KAMINSKI, Rosane. Publicidade, televisão e festivais de super-8 na Curitiba dos anos 1970. ArtCultura, Uberlândia, v. 23, n. 42, p. 271-290, jan.-jun. 2021.
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KAMINSKI, Rosane. Possibilidades do visível e obscuridade da violência: o caso do filme Cildo Meireles (Wilson Coutinho, 1979) In: FREITAS, A.; REIS, P.; HONESKO, V. Políticas do sensível: arte e urgência. São Paulo: Intermeios, 2023, p. 127-149.
OUTUBRO
06 – Corpos delegados, participação e disputas autorais.
Texto de referência:
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FREITAS, Artur. Arte participativa, tragédia social e dissenso político: uma batalha possível. Palíndromo, UDESC, Florianópolis, vol. 16, n. 39, jun-set. 2024.
Textos de apoio:
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BISHOP, Claire. A virada social: colaboração e seus desgostos. Concinnitas, vol. 1, n. 12, 2008.
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FREITAS, Artur. Arte colaborativa, coletivos e práticas sociais: notas sobre um debate. In: FREITAS, Artur; HONESKO, Vinicius; REIS, Paulo (Orgs.). Políticas do sensível: arte e urgência. São Paulo: Intermeios, 2023.
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FREITAS, Artur. O crime como obra de arte: Aníbal López, realismo traumático e crítica institucional (2000-2012). Topoi, UFRJ, Rio de Janeiro, vol. 24, n. 52, 2023.
13 – Fabulações críticas: combate à violência no Brasil por meio das artes.
Textos de referência (selecionar um):
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AZOULAY, Ariella Aïsha. Arte que destrói o mundo comum. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, n. 15, p. 46-55, dez. 2021.
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FERREIRA DA SILVA, Denise. Ler a arte como confronto. Logos, v. 27, n. 3, 2020.
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FREITAS, Kênia. Fabulações críticas em curta-metragens negros brasileiros. Multiplot!, 14 mar. 2019.
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KAMINSKI, Rosane. Povo da lua, povo de sangue (1983) e a “tragédia Yanomami”. Palíndromo, v.16, n.39, p.1 - 27, 2024.
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KAMINSKI, Rosane. Formas da violência no cinema brasileiro moderno. In: GRUNER, Clóvis; KAMINSKI, Rosane. História e Imagem: representações do trauma. Jundiaí: Paco Editorial, 2024.
20 – Seminários: grupos 1 e 2.
27 – Seminários: grupos 3 e 4.
NOVEMBRO
03 – Seminários: grupos 5 e 6.
10 – Seminários: grupos 7 e 8.
17 – Seminários: grupos 9 e 10.
24 – Entrega e discussão das propostas para trabalho final.
TEXTOS PARA SEMINÁRIOS
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AUMONT, Jacques. Formas do tempo, ou as intermitências do olho. In: O olho interminável: cinema e pintura. São Paulo: Cosac & Naify, 2004 [1989], pp. 79-108.
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AZOULAY, Ariella. Desaprendendo as origens da fotografia. Revista Zum, n. 17, p. 116-37, abr. 2019.
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BÜRGER, Peter. A obra de arte de vanguarda. In: Teoria da vanguarda. São Paulo: CosacNaify, 2012, p.105-148.
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DE DUVE, Thierry. A arte diante do mal radical. Ars nº 13, São Paulo, 2008.
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FOSTER, Hal. O que vem depois da farsa? São Paulo: Ubu Editora, 2021.
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GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, escrever, esquecer. São Paulo, Editora 34, 2006, p.38-57.
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GINZBURG, Carlo. Medo, reverência, terror. São Paulo: Cia das Letras, 2014, p.33-61 e 101-147.
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GINZBURG, Carlo. Nossas palavras e as deles: o ofício do historiador na atualidade. ArtCultura, v. 23, n. 42, p. 7-26.
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HEINICH, Nathalie; SHAPIRO, Roberta. Quando há artificação? Revista Sociedade e Estado, UnB, Brasília, vol. 28, nº 1, jan-abr. 2013 [2012], pp. 14-28.
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HUYSSEN, Andreas. Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014, p.139-153.
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LIMA, Diane. Introdução. In. LIMA, D. (org.). Negros na piscina: arte contemporânea, curadoria e educação. São Paulo: Fósforo, 2023, p. 11-32.
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LINDEPERG, Sylvie. O caminho das imagens: três histórias de filmagens na primavera-verão de 1944. Estudos Históricos. n. 51, Rio de Janeiro, FGV, jan-junho de 2013.
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MONDZAIN, Marie-José. A imagem pode matar? Lisboa: Nova Vega, 2009.
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MIGNOLO, Walter. Aiesthesis decolonial. Calle 14: Revista de Investigación en el Campo del Arte, vol. 4, n. 4, jan-jun. 2010, pp. 10-25.
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NAPOLITANO, M.; KAMINSKI, R. Monumentos, memória e violência. São Paulo: Letra e Voz, 2022.
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PAIVA, Alessandra. A “virada decolonial” na arte contemporânea brasileira: até onde mudamos? Revista Vis, UnB, Brasília, vol. 21, n. 1, jan-jul. 2022, pp. 29-50.
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RANCIÈRE, Jacques. O efeito de realidade e a política da ficção. Novos Estudos - CEBRAP, n. 86, 6 mar. 2010, p. 75-90.
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SÁNCHEZ-BIOSCA, Vicente. O semblante mutável das vítimas: imagens da aflição no Camboja (1975-2013). In: FREITAS; GRUNER; REIS; KAMINSKI & HONESKO (orgs.). Imagem, narrativa e subversão. São Paulo: Intermeios, 2016.
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SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Cena do crime: violência e realismo no Brasil Contemporâneo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013.
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SHINER, Larry. The invention of art: a cultural history. Chicago: University of Chicago Press, 2001.
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SCHWARCZ, Lilia. Os fantasmas das amas negras (capítulo 6). In: Imagens da branquitude: a presença da ausência. São Paulo: Cia das Letras, 2024, p. 199-233.
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______. Introdução. Imagens da branquitude: a presença da ausência. São Paulo: Cia das Letras, 2024, p.13-37.
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SIMÕES, Igor Moraes. Onde estão os negros? Apagamentos, racialização e insubmissões na arte brasileira. Porto Arte: Revista de Artes Visuais, Porto Alegre, v. 24, n. 42, 2019.
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SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2003.
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XAVIER, Ismail. A alegoria segundo a tradição: retrospecto. In: Alegorias do subdesenvolvimento. São Paulo: Cosac Naify, 2012, p. 445-464.
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XAVIER, Ismail. A alegoria histórica. Teoria contemporânea do cinema, Volume I. São Paulo: Ed. SENAC, 2005, p. 339-379.
